Quem desiste nunca vence, de Michael Bisping – Resenha


Depois de ouvir Michael Bisping no podcast do Joe Rogan há mais ou menos um ano, ele me fez sentir muito melhor em relação às minhas lesões incômodas relacionadas ao esporte e ao MMA.

O cara não só tem um olho só, como também tem uma lesão estranha no pescoço/ombro que trava o tempo todo e um joelho detonado, entre outros problemas.

Pensei que ouvir o audiolivro dele poderia me ajudar a ficar um pouco mais forte – como o livro de David Goggins fez (veja minha resenha de “"Não pode me machucar" aquiSinceramente, não me inspirou a treinar como o livro de David Goggins, mas foi extremamente divertido.

Comecei a ouvir o livro numa noite, quando o resto da família estava dormindo lá em cima – péssima ideia, porque fiquei com tanto medo que não consegui dormir depois da história do cara com um capuz preto da Ku Klux Klan tentando incendiar a própria casa. Talvez contenha um pequeno spoiler, desculpe.

O livro descreve como Bisping começou sua carreira no MMA – ou pelo menos seu treinamento em artes marciais – com um cara chamado Paul Davis. Acho que é este cara:

Ele treinava uma forma de Jiu-Jitsu, que era basicamente MMA sem a vasta gama de técnicas e estilos evoluídos que vemos hoje. Envolvia golpes em pé, quedas e luta agarrada – muito semelhante ao Jiu-Jitsu Brasileiro, pelo que parece.

Assim como eu, Michael teve um começo de vida profissional um tanto conturbado. Sem rumo, acabou trabalhando em empregos com poucas perspectivas, como em um matadouro e em uma tapeçaria. Eu conseguia entender o quão ruim isso podia ser. Com uma graduação de primeira classe e um mestrado em nutrição, fiquei preso trabalhando em uma academia por um salário mínimo durante anos; a situação era ainda pior porque minha família vivia me criticando por não conseguir um emprego decente. "Me mostra a vaga online e eu me candidato, seu idiota", era minha última resposta.

Enfim, voltando ao Michael – ele decidiu se candidatar ao exército para ser boxeador; porém, isso não deu certo para ele – não vou dizer porquê – então, como último recurso, sentindo-se um pouco sem esperança, ele envia um e-mail para seu antigo treinador de Jiu-Jitsu.

Ele acaba treinando MMA em Nottingham e conquista alguns títulos britânicos na categoria meio-pesado.

O livro então aborda as adições para o The Ultimate Fighter e sua participação no programa.

O livro é basicamente um relato passo a passo de suas lutas de MMA, sua infância em família e suas lesões. A mais grave delas foi a lesão no olho.

É interessante ouvi-lo falar sobre o que realmente aconteceu nas lutas. Eu não sabia (ou não me lembrava), por exemplo, que o braço do Elvis Sinosic estalou ao ser submetido a uma chave de braço pouco antes da vitória do Bisping.

E claro, teve aquela vez em que ele ganhou o cinturão…

É muito interessante e divertido ouvir como tudo se encaixou para o Michael em sua carreira no MMA. Também ouvi falar de alguns caras que ele menciona no livro; seu treinador, Kazeka Muniz, por exemplo, treinou um pouco com a minha equipe na ensolarada Wrexham, pouco antes da inauguração da Wolfslair.

É interessante saber como as lutas afetaram sua vida familiar e um pouco assustador saber o quão ruim (e doloroso) estava seu olho.

Pontuação da avaliação

5/5

Um livro muito divertido para qualquer fã de MMA.

Infográfico da carreira de Michael Bisping

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